Nasceu em Núrcia, (Itália) por volta do ano 480. Ainda jovem estudou em Roma, tendo posteriormente procurado viver a vida eremítica em Subiaco. Mais tarde um grupo de discípulos se sente atraído pela sabedoria de Bento, sendo fundado, assim, o núcleo inicial do mosteiro de Montecassino. Foi nesta localidade que escreveu a famosa Regra beneditina. Ora et Labora (oração e trabalho) traduz o sentido da regra para a vida monástica beneditina. Este é também o lema da mesma Ordem. Pela coerência e clareza de sua escrita muitos monges adotaram a Regra de vida escrita por Bento. Por tal atitude São Bento foi proclamado patriarca dos monges do Ocidente.

Morreu no mosteiro de Montecassino a 21 de março de 547. Suas relíquias podem ser veneradas no mesmo mosteiro num magnífico mausoléu em estilo beuronense.

No ano de 1964 o Papa Paulo VI proclamou São Bento como o padroeiro da Europa. Sua Santidade Bento XVI O tem como protetor e patrono. Daí a escolha de seu nome: Bento.

Das Homilias do Papa Bento XVI
(Homilia na celebração das Vésperas em Montecassino: 24 de maio de 2009)

São Bento foi exemplo luminoso de santidade

Não mais viver para si mesmos, mas para Cristo: eis o que dá sentido pleno à vida de quem se deixa conquistar por ele.

Sim, São Bento foi exemplo luminoso de santidade e indicou aos monges Cristo como único grande ideal; foi mestre de civilização que, propondo uma equilibrada e adequada visão das exigências divinas e das finalidades últimas do homem, teve sempre muito presentes também as necessidades e as razões do coração, para ensinar e suscitar uma fraternidade autêntica e constante, para que no conjunto dos relacionamentos sociais não se perdesse de vista uma unidade de espírito capaz de construir e alimentar sempre a paz.

Na sua escola os mosteiros tornaram-se, ao longo dos séculos, fervorosos centros de diálogo, de encontro e de benéfica fusão entre povos diversos, unificados pela cultura evangélica da paz. Os monges souberam ensinar com a palavra e com o exemplo a arte da paz atuando de modo concreto os três “vínculos” que Bento indica como necessários para conservar a unidade do Espírito entre os homens: a Cruz, que é a própria lei de Cristo; o livro, isto é, a cultura; e o arado, que indica o trabalho, o senhorio sobre a matéria e sobre o tempo. Graças à atividade dos mosteiros, desempenhada no tríplice compromisso quotidiano da oração, do estudo e do trabalho, povos inteiros do continente europeu conheceram um autêntico resgate e um benéfico desenvolvimento moral, espiritual e cultural, educando-se no sentido da continuidade com o passado, na ação concreta pelo bem comum, na abertura a Deus e à dimensão transcendente.

Porém, isto só é possível se acolhermos o constante ensinamento de São Bento, ou seja, o “quærere Deum”, procurar Deus, como compromisso fundamental do homem. O ser humano não se realiza plenamente a si mesmo, não pode ser deveras feliz sem Deus. Compete, sobretudo, a vós, queridos monges, ser exemplos viventes desta interior e profunda relação com Ele, realizando sem sujeições o programa que o vosso Fundador sintetizou no “nihil amori Christi præponere”, “nada antepor ao amor de Cristo” (Regra 4, 21). Consiste nisto a santidade, proposta válida para cada cristão, e mais do que nunca na nossa época na qual se sente a necessidade de ancorar a vida e a história em firmes referências espirituais. Por isso, queridos irmãos e irmãs, é atual como nunca a vossa vocação e é indispensável a vossa missão de monges.