Apresentações acontecem de 06 de Julho à 13 de Agosto de 2011

 

Composto por quatro peças autônomas, este espetáculo é apresentado pela primeira vez em São Paulo em seu formato de tetralogia, de quarta a sábado. Obra-síntese da experimentação dramatúrgica do amazonense Francisco Carlos, responsável por mais de 40 obras teatrais, Jaguar Cibernético está inserido no ciclo do “pensamento selvagem” do elogiado autor e encenador. Trata-se de peças que versam sobre temas indígenas e abordam as relações de alteridade entre culturas. A tríade animais-homens-deuses é a matriz das quatro peças intituladas: Banquete Tupinambá (Peça 1), Aborígine em Metrópolis (Peça 2), Xamanismo The Connection (Peça 3), Floresta de Caborno – De Volta ao Paraíso (Peça 4). Confira as sinopses: PEÇA 1: Banquete Tupinambá (55 minutos). Um banquete Tupinambá acontece quinhentos anos antes. Um sogro, uma noiva, um noivo prisioneiro e um cunhado canibais bebem cauim “suco-da-memória”, contagiando-se com a chegada do Jaguar, entre trocas, alianças e guerras de vinganças. PEÇA 2: Aborigine em Metrópolis (80 minutos). Em tempos atuais, um jovem índio Kamaiurá embarca em uma viagem iniciática pela Metrópolis e realiza seus ritos em logradores urbanos. O índio sofre estranhas metamorfoses e transforma-se em um felino virtual. PEÇA 3: Xamanismo The Connection (70 minutos). Uma reunião imaginária de drogados é mediada por um jovem xamã à espera de um cowboy e um traficante de drogas que não aparece nunca, enquanto Alice Ecstasy media a relação inimiga do namorado e do irmão. Através de espelhos há a conexão de estudantes de maio de 68, zapatistas cyborgues, latas de sopas campbell’s, baile de humanos e animais, as Mademoseilles de Avignon, de Pablo Picasso, e um dândi Jaguar. PEÇA 4: Floresta de Carbono – De Volta ao Paraíso Perdido (80 minutos). De volta à floresta – a floresta Amazônica ou a floresta de Carbono -, Kotok, acompanhado da loura do taxi chuvoso de Salvador Dali e de um ator melancólico de caráter bélico e fascista a que ela se refere por Tarzan, tenta encontrar um novo Éden em busca de uma espiritualidade perdida pelo Ocidente. Os três entram em um grande embate sobre mundo indígena e mundo branco, floresta e cidade, direitos dos índios e direitos dos civilizados, roupa indígena e roupa dos brancos, produtos nativos e produtos industrializados. Galpão.

Texto, encenação e direção geral: Francisco Carlos. Com Bernardo Fonseca Machado, Carol Gonzalez, Daniel Morozetti, Diogo Moura, Eros Valério, Hércules Morais, Júlio Machado, Luciana Canton, Mauro Schames, Ondina Clais, Roberto Borenstein, Rodrigo Audi, Tarina Quelho e Thiago Brito. Direção de arte: Clissia Morais. Cenografia: Miguel Aflalo. Orientação de língua tupi: Eduardo Navarro. Figurinos: Alex Kazuo e Clíssia Morais. Camareira: Nazaré Brazil. Cenotécnia: Mateus Fiorentino. Criação musical: Alfredo Bello. Operadora de áudio: Evelyn Cristina. Iluminação: Karine Spuri. Assistente de Iluminação: Gigante Cesar. Programação Visual: Jo Fevereiro. Muralista: Raul Zito. Produção Executiva: Rosário Dmitruk. Assistente de Produção: Antonio Franco.

SESC Pompéia – 06/07 a 13/08.
Quartas a sábados, às 20h. Quartas e sextas (Peças 1 e 2), quintas e sábados (Peças 3 e 4)