Mosteiro de São Bento abriga Exposição Fotográfica sobre o Papa em São Paulo

Foi num bonito dia de sol de 29 de junho de 1951, que o jovem Joseph Ratzinger, junto com seu irmão mais velho Georg e outros 40 candidatos, prostrou-se no chão da Catedral de Freising, para ser ordenado sacerdote. Já havia completado o curso de Teologia e Filosofia e com apenas 30 anos tinha título de pós-doutorado e lecionava Dogmática na Escola Superior de Freising.

Hoje, 60 anos depois, a Igreja toda está pronta para festejar a meta alcançada por este homem que viveu sua fidelidade ao ministério até o seu ponto mais alto, como Sucessor de Pedro.

A Igreja está se preparando com alegria. As Conferências Episcopais, encorajadas pela Congregação para o Clero, convidam paróquias, comunidades e fiéis a se prepararem para a comemoração organizando orações diante do Santíssimo Sacramento. Algumas celebrações terminarão no dia 1º de julho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.

A ideia foi do cardeal-prefeito da congregação, Dom Mauro Piacenza, que disse que as horas de adoração eucarística devem ser dedicadas também à “santificação dos sacerdotes” e para pedir a Deus o dom de novas e santas vocações.

“A ocasião é particularmente propícia para nos unirmos ao redor do pontífice para expressar-lhe nossa gratidão, afeto, unidade por este serviço que está oferecendo a Deus e a sua Igreja, e principalmente, para que resplandeça a verdade sobre o mundo” – diz a carta do arcebispo secretário da Congregação, publicada no jornal “L’Osservatore Romano”.

As horas de oração – acrescenta – podem ser continuadas ou distribuídas durante todo o mês de junho.

O Cardeal Claudio Hummes, Prefeito emérito da Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo, de passagem por Roma, colhe a ocasião e parabeniza o papa.

O jornal vaticano “L’Osservatore Romano” prestou uma homenagem ao pontífice, destacando que, “há 60 anos como sacerdote, Joseph Ratzinger realiza diariamente, com humildade e transparência, a tarefa de tornar presente o único Senhor”.

O trecho foi publicado na primeira página do jornal, em um artigo intitulado “O momento mais importante da minha vida”.

O Vaticano hospederá a mostra ‘O esplendor da verdade, a beleza da caridade’, ocasião para muitos artistas prestarem uma homenagem ao Pontífice. O próprio Papa inaugurará a mostra no próximo dia 4 de julho, no átrio da moderníssima Sala Paulo VI.

Na celebração dos 60 anos de sacerdócio do Papa, 41 arcebispos metropolitanos de todo o mundo, incluindo sete brasileiros e um angolano estarão no Vaticano para receber das mãos do Papa o pálio, uma insígnia litúrgica de “honra e jurisdição” da Igreja Católica.

Outros cinco arcebispos receberão o pálio na sua sede episcopal, por não se poderem deslocar ao Vaticano.

Durante a missa, os participantes vão rezar por Bento XVI, pedindo que “seja confirmado pela força do Espírito Santo” e agradecendo “pelo dom dos 60 anos do seu sacerdócio.

Em português serão  lembradas “todas as pessoas que vivem na solidão e na amargura, na doença e na angústia, nas malhas do vício e do pecado”, com um apelo à “solidariedade dos irmãos”.

O Mosteiro de São Bento de São Paulo, local de hospedagem de Bento XVI no Brasil, em 2007, abrigará a Exposição Fotográfica “Benedictus – Servum Servorum Dei: rememorando a visita  do Papa Bento XVI à São Paulo”, com abertura prevista para 04 de Julho de 2011.