Conheça as construções medievais numa das cidades mais modernas do mundo: Nova York

Giuliana Morrone para o Jornal Hoje (Rede Globo)

O que faz uma construção medieval em Manhattan? Os europeus começaram a ocupar a ilha em 1600, mas a arquitetura europeia aparenta ser do século XII. A ideia partiu do milionário John Rockfeller Jr., que buscava um lugar especial para a coleção de obras de arte da Idade Média.

Ele não queria um prédio moderno para as peças medievais e encomendou um projeto arquitetônico com traços dos claustros franceses, de 1300. O museu foi inaugurado em 1938, na ponta norte da ilha de Manhattan. Sete anos antes, o Empire State Building já estava pronto.

No museu Cloisters, o claustro é o corredor construído em volta de um pátio. O corredor leva às salas ocupadas por estátuas francesas de 1100, leões de mármore de Verona, na Itália, que originalmente serviam para apoiar colunas de uma catedral.

As obras ficam expostas sem vidros ou barreiras de proteção e o visitante pode observar tudo bem de perto. Na sala escura, as tapeçarias de Bruxelas contam como foi a caça e captura de um unicórnio, uma história que tem a idade do descobrimento do Brasil.

As plantas que aparecem nas tapeçarias foram cuidadosamente pesquisadas por botânicos. Eles se inspiraram na vegetação de 1500 para criar os jardins do museu, que tem plantas medicinais, árvores frutíferas e plantas usadas para fazer magia. Na primavera até o verão, os jardins vão se transformar, ganhando flores e cores.

No terraço, é possível ver o Rio Hudson. Um local bem especial em Manhattan para contemplar a paisagem. Um espaço para descansar, ganhar fôlego e energia, antes de voltar para a agitação da metrópole.

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