Tradução direta do dinamarquês dos Contos infantis de Andersen chega ao grande público

“O maior poeta da Dinamarca – não tem igual no mundo. Ninguém alguma vez será capaz de escrever tão bem para as crianças como ele o fez.” (James Joyce)

Fidelidade ao texto. É nesse sentido que a tradução portuguesa dos contos do dinamarquês Hans Christian Andersen avulta em importância. Além de captar o “espírito do lugar” andersiano, permite retificar os textos adulterados que com impiedosa frequência circulam como primeira coleção de contos e histórias de Andersen integral em língua portuguesa.

A explicação é de Silva Duarte, reconhecido investigador e estudioso das literaturas dinamarquesa e sueca, no prefácio de Contos de Hans Christian Andersen. Publicado pela editora portuguesa Gailivros, a obra reúne, em dois volumes, todos os 156 contos de Andersen. Para a edição brasileira, agora lançada por Paulinas, a professora Nelly Novaes Coelho fez a seleção e notas dos mais conhecidos e importantes e, então, foram extraídos oitenta contos, entre eles “O patinho feio”, “A sereiazinha”, “O escaravelho”, “O firme soldadinho de chumbo”, “A princesa e a ervilha” e “A polegarzinha”.

Poeta e escritor, Andersen nasceu na Dinamarca em 1805 e faleceu em 1875. Filho de sapateiro e mãe lavadeira, não teve acesso à educação essencial e, ainda menino, ficou órfão de pai e tornou-se arrimo da família. Sensível, humano e com vocação para a arte literária, ele venceu e tornou-se celebridade mundialmente reconhecida, com suas peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias e, principalmente, contos de fadas.

As histórias e os contos escritos por Andersen refletem em sua maioria os contrastes sociais da época. Curiosamente, a infância pobre foi matéria-prima para suas histórias, um paradoxo, pois essas histórias que lhe renderam fama entre os aristocratas retrataram justamente os contrastes entre o forte e o fraco da sociedade dinamarquesa. Assim, ao confrontar os padrões de comportamento dos poderosos e dos desprotegidos, defendeu seu ideal de igualdade entre os homens. Outra parte do encanto dos contos de Andersen está na sua capacidade de falar dos sentimentos e emoções em linguagem simples, sem afetações, muito próxima da linguagem coloquial de sua época.

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