Pequeno comentário ao livro A dimensão estética da liturgia – Arte sagrada e espaços para comtemplação

“A liturgia e, portanto, os sacramentos, como centro e coração da liturgia, têm uma dimensão estética: devido a seu conteúdo e mistério, à medida que manifestam a beleza do amor infinito de Deus e sua salvação; por seu desenvolvimento e ação, à medida que implicam um conjunto de gestos, ritos e símbolos que, harmonicamente realizados, são agradáveis evocativa e sugestivamente para os sentidos que os contemplam a partir de uma atitude de fé. Como se pode bem entender, essa dimensão estética está relacionada com a beleza e com a arte, que adquirem todo o seu esplendor crente na Ars celebrandi [“Arte de celebrar”]”. (P. 5).

Muitas vezes nos ocorre entrar numa livraria e de pronto encontrar o que queremos. Outras, difícil é sair dela. Mas, não queremos, aqui, seguir os passos de Ana Elisa Ribeiro e falar de nós mesmos. Retraçar esses caminhos é para quem tem alguma história.

Um belíssimo livro e que todos deveriam ler é este A dimensão estética da liturgia de Dionísio Borobio.

Como entender de arte, sem estuda-la? E como entender da liturgia sem distinguir, nela, a arte? Sem conhecer cada detalhe de sua máxima execução?

E de que liturgia, ou de que liturgias, fala Borobio? Perguntamos. De uma dimensão humana ou de uma dimensão Santa? De uma dimensão estética ou de uma dimensão técnica? Borobio mostra que liturgia, como arte, aproxima do sagrado; ao mesmo tempo que – curioso –; sagrado, aproxima do estético.

Aliás, arte: parte do sagrado. Ou, caso queira, instrumento para divisá-lo.

Arte, técnica ou estética encontram-se neste livro, além do que, boa leitura; boa formação.

A técnica de que falamos, e de que nos fala Borobio, permite; se não mesmo força, para nós; uma interpretação do ponto de vista Semiótico e da Linguística ou não se haveria que falar em gestos, ritos e símbolos.

E como a arte; para o homem, ser dotado de emoções, sentimentos e inteligência; utilizada como dimensão para compreensão do mistério divino por meio da celebração foi tema deste livro; acrescentamos que lê-lo é descobrir ser, no próprio homem, exercício estético em Deus.

 A dimensão estética da liturgia – Arte sagrada e espaços para comtemplação (Dionísio Borobio; Ed. Paulus, 2010).

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