Entre 25 de março e 07 de abril, cerca de 250 relíquias bizantinas centenárias poderão ser apreciadas pelo público

Batizada de “Herança Bizantina”, a exposição proposta por Dom Athanasios I, Arcebispo Primaz do Brasil e América Latina e Presidente do Sínodo Grego Ortodoxo da Diáspora, levará ao Memorial cerca de 250 relíquias centenárias (séculos XVII a XX) entre ícones, mosaicos, paramentos episcopais e sacerdotais, lamparinas que iluminam os ícones durante a liturgia, cálices, báculos, cruzes peitorais, mitras, turíbulos, evangeliários e livros antigos (teológicos e litúrgicos).

O acervo engloba peças gregas da coleção particular de Dom Athanasios I, do bispo Nicolau (Gran Mestre dos Hospitaleiros Ortodoxos) e obras de monastérios Helênicos. Alguns itens estão vindo ao Brasil pela primeira vez e não sairão mais daqui. “Todas as peças farão parte do patrimônio da Arquidiocese Ortodoxa Grega no Brasil”, promete Dom Athanasios, que está há 15 anos no país.

Além da contemplação –. Ícones confeccionados no Ateliê de Iconografia Theotokos Pantanassa, (Brasília, DF), por Marina Sisson e pelo Pe. Francisco de Assis Feitosa estarão à venda. Mosaicos (1,10m x 0,80m) produzidos por monges da Paróquia Anunciação da Virgem Maria (Santo André, SP) que utilizam técnicas tradicionais introduzidas por Dom Athanasios I, com aproximadamente 2 quilos de pedras semipreciosas como lápis-lazúli, ágata, topázio imperial, ametista, também poderão ser adquiridos pelo público que visitar a exposição. A renda obtida com a venda das peças será utilizada para financiar obras sociais, como o orfanato de Bragança Paulista (SP), que abriga 250 crianças.

Arte sagrada – A iconografia é uma arte sagrada, espiritual tanto em sua essência quanto em seus objetivos. De acordo com resolução do VII Concílio Ecumênico “O ícone é para nós ocasião de um encontro pessoal, na graça do Espírito, com aquele que ele representa… Quanto mais o fiel olha os ícones, mais se recorda daqueles que estão ali representados e se esforça por imitá-los. Aos ícones ele testemunha respeito e veneração, mas não adoração, que é devida unicamente a Deus”.

O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina cujo principal objetivo era instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. As técnicas utilizadas em sua confecção seguem convenções próprias: as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são desconsiderados e o dourado é muito utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro.

[Herança Bizantina, de 25 de março a 07 de abril (de terça a domingo – das 09h às 18h), no Memorial da América Latina – Galeria do Auditório Simon Bolívar, Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – portão 13, Localização do Memorial: ao lado dos Terminais Barra Funda de trem, metrô e ônibus. Estacionamento: R$10,00 – preço único. Acesso para portadores de necessidades especiais. Entrada franca. Curador: Dom Athanasios I].

A exposição “Herança Bizantina” tem apoio cultural do Ateliê de Iconografia Theotokos Pantanassa, Ordem dos Hospitaleiros Ortodoxos, Fundação Memorial, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Academia Brasileira de Cultura, Arte e História.

Fonte: Portal Fator Brasil

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