by Andrea Costakazawa

Esta semana nos deparamos com uma figura emblemática no tempo do Advento: João Batista, a voz que clama no deserto convidando-nos a preparar o caminho do Senhor.

Com certeza João Batista era uma pessoa que causava impacto naqueles que com ele se encontravam; era uma daquelas pessoas com quem raramente nos encontramos, mas suas marcas permanecem para sempre gravadas em nossas memórias e corações. Sua conduta austera convidava a penitência e sua palavra abria os corações para receberem o Batismo que já era imagem daquele verdadeiro Batismo, o qual é a porta da nossa salvação.

A pregação da verdade e a prática da mesma,era sua grande arma contra aqueles que se opunham a sua missão.

O deserto da Judéia é o lugar escolhido pelo Batista como cenário de sua pregação, pois é na secura e no silêncio do mesmo, que podemos melhor ouvir a voz de Deus.

As margens do Jordão, o povo que aguardava a vinda do Messias abria seu coração através de um Batismo de penitência, buscando assim uma mudança de vida em vista de estarem bem preparados para receberem aquele que era ansiosamente aguardado.

A imagem do deserto é também sinal da discriminação sofrida por João, vinda daqueles que vigorosamente defendiam a religião judaica. O Templo de Jerusalém era o lugar da pregação da Lei e da escuta da Palavra, assim sendo, tudo que ocorria fora deste recinto era considerado nulo e excluído da proteção de Deus.

Que a meditação deste Evangelho, abra nosso coração para nos prepararmos bem para o Natal do Senhor, aplainando todas as colinas de nossa vida, que nos impedem contemplar o horizonte da Graça de Deus.

Ir. Lourenço Palata Viola, OSB 

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