Na Sexta-feira, 23 de Abril de 2010 aconteceu no Mosteiro de São Bento de são Paulo a comemoração cultural em comemoração ao ano sacerdotal. O evento foi promovido pela Arquidiocese de São Paulo e teve o intuito de marcar o desfecho do Ano Sacerdotal, que termina oficialmente no dia 19 de junho de 2010.

O evento cultural foi destinado exclusivamente a todos os sacerdotes da arquidiocese. O cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, fez o discurso de abertura, enfatizando a importância do sacerdócio, utilizando o exemplo singular de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars.

“Todos nós, sacerdotes, deveríamos sentir que nos tocam pessoalmente estas palavras que ele colocava na boca de Cristo: “Encarregarei os meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha misericórdia é infinita””.

Na programação do evento, houve um Coffe Break com  abertura da Exposição de obras provenientes do Museu de Arte Sacra de São Paulo dentre outras obras.
Às 17h30, houve as Vésperas Pontificais com os Monges do Mosteiro de São Bento,  presididas pelo Cardeal, Dom Odilo.
Após as Vésperas ocorreu no Teatro do Mosteiro de São Bento a conferência ministrada pela doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), professora Roseli Santaela Stella, sobre o jesuíta Padre José de Anchieta.

Após a palestra sobre o padre José de Anchieta, ocorreu um momento de descontração, com coquetel no refeitório do Mosteiro, acompanhado de concerto para piano. Para finalizar, o evento contou com o concerto para  órgão, com o músico brasileiro e organista titular do Mosteiro de São Bento, o professor José Luís Prudente de Aquino.

Foi um momento forte de reavivar a vida sacerdotal na maior megalópole do Brasil: São Paulo.
Acompanhe partes do pronunciamento do Papa Bento XVI para a abertura do ano sacertotal à 16 de Junho de 2009:
“No mundo actual, não menos do que nos tempos difíceis do Cura d’Ars, é preciso que os presbíteros, na sua vida e acção, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico. Observou, justamente, Paulo VI que «o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas». Para que não se forme um vazio existencial em nós e fique comprometida a eficácia do nosso ministério, é preciso não cessar de nos interrogarmos: «Somos verdadeiramente permeados pela Palavra de Deus? É verdade que esta é o alimento de que vivemos, mais de que o sejam o pão e as coisas deste mundo? Conhecemo-la verdadeiramente? Amamo-la? De tal modo nos ocupamos interiormente desta palavra, que a mesma dá realmente um timbre à nossa vida e forma o nosso pensamento?».  Assim como Jesus chamou os Doze para estarem com Ele (cf. Mc 3, 14) e só depois é que os enviou a pregar, assim também nos nossos dias os sacerdotes são chamados a assimilar aquele «novo estilo de vida» que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e assumido pelos Apóstolos”
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