Conhecemos pouco sobre a vida de S. José; temos rápidas referências transmitidas pelos evangelhos. Este pouco, contudo, é o suficiente para destacar seu papel especialíssimo na história da salvação. Papel que vem dos primórdios dos acontecimentos. José é o elo entre o Antigo e o Novo Testamento. Ele é o último dos patriarcas.
Para destacar este caráter especial de José, o evangelho de S. Lucas contrapõe a realidade do sumiço do filho durante a volta para casa, aos sonhos que agradam  a Mateus, que o faz parecido com os grandes patriarcas, fundadores do povo judeu (Mt 1,20-24; 2,13-19). A fuga para o Egito é típica…
A missão de José na história da salvação consistiu em proteger e dar a Jesus um nome, fazendo-o descendente da linhagem de Davi, como era necessário para que se cumprissem as promessas.
Sua pessoa fica na penumbra, mas os Evangelhos apontam  as fontes de sua grandeza interior: era um “justo” (Abraão tinha buscado seis justos na cidade e não os tinha achado); era de uma fé profunda, inteiramente disponível ao projeto de Deus, alguém que “esperou contra toda esperança”.
Assim não restam dúvidas sobre sua atualidade hoje e sempre.

Dom Abade Luis Cesar de Proença, OSB

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