RESILIÊNCIA – Cristina J. Dias

“ A pessoa resiliente é capaz não só de resistir às forças desagregadoras,

Mas de capitalizá-las no processo de seu desenvolvimento pessoal e social”.

Antonio Carlos Gomes da Costa. 

A resiliência representa uma mudança de paradigma que inclui a passagem do modelo médico tradicional, centrado na fraqueza e na doença, para outra perspectiva que inclui a capacidade de enfrentamento, o estímulo às potencialidades, a consideração da esperança e o ato de lidar com o desafio. A possibilidade de enfrentar a adversidade, e superá-la é que torna as pessoas fortalecidas e que gera a resiliência. 

Esse conceito é inovador na Psicologia, na verdade é proveniente da Física, e refere-se ao fato de que por mais que um elemento sofra agressões do meio externo, ele tem a capacidade de voltar a sua constituição original e seguir o seu processo de desenvolvimento.

Existem muitos estudos e produções acadêmicas na Europa e nos Estados Unidos sobre esse tema. Já o Brasil terá, certamente, uma palavra importante a dizer, pois esse conceito abre um campo de investigação na área da Educação, da Psicologia e das Ciências Sociais. Vera Placco conceitua a resiliência como sendo: 

“a capacidade do indivíduo de responder de forma mais consistente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e capacidade de recuperação diante desses desafios e circunstâncias desfavoráveis, tendo uma atitude otimista, positiva e perseverante e mantendo um equilíbrio dinâmico durante e após os embates – um aspecto que ativado e desenvolvido, possibilita ao individuo superar-se e às pressões de seu mundo, desenvolver um autoconceito realista, autoconfiança e um senso de autoproteção que não desconsidera a abertura ao novo, à mudança, ao outro e à realidade subjacente”. (Placco, 2002: 7).

Anúncios