No último dia 30 de Novembro aconteceu mais um Café Filosófico promovido pelo Mosteiro de São bento e Instituto jacques maritain. A convidada foi a Profª Alina Torres Monteiro, a qual desenvolveu o tema “A visão do Amor no comentário ao Cântico dos cânticos de Origenes”.

O Café Girondino em São Paulo ficou lotado no evento

Mais uma vez, o Café Girondino, local onde sempre ocorre o evento, ficou lotado para refletir sobre um tema tão esquecido numa sociedade vazia e consumista.

Origenes

O maior erudito da Igreja antiga  nasceu de uma família cristã egípcia e teve como mestre Clemente de Alexandria .

Assumiu, em  203, a direção da escola catequética de Alexandria – fundada por um estóico chamado Panteno, que se havia convertido à mensagem de Cristo – atraindo muitos jovens estudantes pelo seu carisma, conhecimento e virtudes pessoais.

Depois de ter também frequentado, desde 205, a escola de Amônio Sacas, fundador do neo-platonismo e mestre de Plotino, apercebeu-se da necessidade do conhecimento apurado dos grandes filósofos.

Profª Alina (com microfone) em sua exposição

Por volta de 230, foi ordenado sacerdote na Palestina.

Em 231, Origenes foi forçado a abandonar Alexandria devido à animosidade que o bispo Demétrio lhe devotava pelo fato de se ter feito  eunuco no sentido literal e físico desta palavra. Também, contribui para esse facto o de Origenes ter levado ao extremo a apropriação da Filosofia Platônica, tendo sido considerado herético.

Origenes, então, passou a morar num lugar onde Jesus havia muitas vezes estado: Cesaréia, na Palestina, onde prosseguiu suas atividades com grande sucesso, abrindo a chamada  Escola de Cesaréia. Na sequência da onda de perseguição aos cristãos, ordenada por Décio, Origenes foi preso e torturado, o que lhe causou a morte, por volta de 253.

Os ouvintes sempre atentos ao pensamento filosófico

Pensamento

Origenes, além dos seus trabalhos teológicos, dedicou-se ao estudo e à discussão da filosofia, em especial  a de Platão e dos filósofos estóicos.
No seu pensamento, podemos referir a tese da pré-existência da alma
e a doutrina da “apocatastase”, ou seja, da restauração universal (palingenesia), ambas posteriormente condenadas no 2º Concílio de Constantinopla, realizado em 553, por serem formalmente contrárias ao núcleo irredutível do ensinamento bíblico, embora estudiosos modernos e contemporâneos reconheçam inequivocamente que a primeira era mais “atribuída a Origenes (por outros) do que propriamente defendida por ele”.
A condenação de algumas doutrinas de Origenes se deu muito pelos exageros cometidos pelos seus discípulos, os origenistas.

A Comissão do Café Filosófico e Integrantes do Instituto Jacques Maritain no Mosteiro de São Bento de São Paulo

Vale lembrar que Origenes nunca foi condenado. Apenas algumas de sua ideias é que sofreram condenação, pois Origenes nesta época já havia falecido.

Em breve teremos o texto proferido no Café Filosófico pela Profª Alina Torres Monteiro.

Dom Abade Mathias Tolentino Braga e o Instituto Jacques Maritain em sua sede no Mosteiro de São Bento de São Paulo

Após o Café Filosófico a Comissão de organização juntamente com membros do Instituto Jacques Maritain se reuniram no Mosteiro de São Bento de São Paulo, para avaliação anual e confraternização do Instituto.

Em 2010 teremos boas novidades para o nosso Café Filosófico. Estejam preparados.

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